25194 Lleida
Espanha
Saber como limpar um parassol corretamente é a diferença entre durar 10 anos ou mais de 25. Um parassol acumula pó, pólen, folhas, poluição, salinidade e humidade, e cada material exige um método diferente. Neste guia explicamos passo a passo como limpar um parassol de acordo com o seu tipo e material, que produtos usar, quais evitar e com que frequência fazê-lo para preservar tanto a sua estética como o seu funcionamento.
Um parassol está exposto às intempéries 365 dias por ano. Na sua superfície depositam-se pó, pólen, restos de folhas, dejetos de aves, partículas de poluição urbana e, em zonas costeiras, salinidade. Se um parassol não for limpo com regularidade, esses resíduos:
A frequência de limpeza de um parassol depende do material, do ambiente (urbano, costeiro, rural) e do nível de exposição. Como referência geral, a limpeza ligeira (pano e água) deve ser feita uma vez por mês na primavera e no verão, sobretudo se houver pólen.
Uma limpeza completa deve ser aplicada duas vezes por ano, na primavera (antes do calor) e no outono (antes do inverno). Pode também fazer limpezas extra após tempestades com vento forte, episódios de calima, quedas de neve ou se houver árvores próximas que deixem cair folhas e resina. Em zonas costeiras recomenda-se aumentar a frequência em 50% devido à salinidade ambiental.
Antes de começar, prepare os seguintes elementos:
O alumínio (lacado ou anodizado) é o material mais comum em parassóis modernos. É resistente, mas o seu acabamento danifica-se facilmente com produtos ácidos ou abrasivos. Siga estes passos:
A madeira (natural ou tratada) é mais delicada e exige uma limpeza menos agressiva com água, porque a humidade pode levantar o verniz ou apodrecer a fibra:
Se aparecerem manchas de bolor, lixe suavemente a zona a seco com lixa de grão fino e volte a aplicar o protetor. Para madeira técnica (WPC), basta sabão neutro e água: não requer oleamento.
Os parassóis têxteis (toldos, screens, lonas técnicas) acumulam pó e, com o tempo, manchas verdes (algas) ou avermelhadas (ferrugem proveniente de elementos metálicos):
Ao limpar um parassol há uma série de erros que se repetem vezes sem conta e que convém conhecer para os evitar. O mais grave, e a causa número um de avarias em pérgolas bioclimáticas, é usar uma lavadora de alta pressão: danifica juntas, motores e acabamentos, muitas vezes de forma irreversível. Na mesma linha, aplicar produtos ácidos como ácido clorídrico, desincrustantes industriais ou produtos com cloro estraga tanto o alumínio como os tecidos técnicos, alterando o lacado e enfraquecendo as fibras.
Outro erro habitual é recorrer a esfregões metálicos ou escovas de cerdas duras, que riscam irreversivelmente o lacado do alumínio e a madeira tratada, deixando marcas que já não se conseguem disfarçar. No caso concreto do alumínio, esfregar com movimentos circulares gera marcas irregulares que, embora não se notem de perto, se tornam visíveis sob determinada luz; o correto é trabalhar sempre com movimentos retos de ida e volta, numa única direção.
Os erros não terminam no processo de limpeza. Recolher um parassol têxtil quando ainda está molhado provoca o aparecimento de bolor em menos de uma semana, por isso convém garantir que o tecido está completamente seco antes de o dobrar ou guardar na sua caixa. Também é muito frequente não verificar as caleiras das pérgolas bioclimáticas: a obstrução por folhas, pólen ou musgo é invisível até surgir a primeira infiltração, e nessa altura o dano já costuma estar feito. Por fim, lubrificar motores e mecanismos sem necessidade é contraproducente: o excesso de lubrificante atrai pó, forma uma pasta abrasiva e, longe de melhorar o funcionamento, piora-o. A regra é simples: lubrificar apenas onde e quando o fabricante indicar.
Não. A lavadora de alta pressão é desaconselhada para qualquer tipo de parassol: danifica acabamentos, juntas, motores e mecanismos de orientação. O recomendado é uma mangueira de baixa a média pressão ou um balde de água.
Deve evitar-se: lixívia, ácido clorídrico, amoníaco, desengordurantes industriais, solventes orgânicos, esfregões metálicos e escovas duras. Todos eles atacam os acabamentos (lacados, anodizados, vernizes, tecidos técnicos) e reduzem a vida útil do parassol.
Para limpar um parassol de alumínio sem risco, retire primeiro o pó a seco com pano de microfibra, aplique depois água morna com sabão neutro usando uma esponja macia, e esfregue sempre com movimentos retos de ida e volta, nunca circulares. Enxague e seque com pano limpo.
Para limpeza de rotina, não: com materiais simples qualquer proprietário pode fazê-lo. Convém sim contar com um profissional para a revisão técnica anual em sistemas motorizados (motor, sensores, lubrificação, ajustes), e em qualquer caso de avaria, folga ou ruído estranho.